Galeria
Clique nas imagens para ampliar
Importação em entreposto aduaneiro: como funciona, benefícios e cuidados?
A importação em entreposto aduaneiro é uma estratégia eficaz para gerenciar estoque, fluxo logístico e o pagamento de tributos em operações de comércio exterior.
Em vez de nacionalizar toda a carga imediatamente após a chegada ao país, o importador pode, ao cumprir os requisitos legais e operacionais, manter a mercadoria estrangeira em local autorizado sob controle aduaneiro, definindo a destinação conforme a necessidade da operação.
Conceito e funcionamento do regime
O entreposto aduaneiro permite que mercadorias estrangeiras permaneçam em recinto alfandegado ou outro local autorizado pela autoridade aduaneira, conforme as condições previstas na legislação.
Durante a permanência no regime, os tributos incidentes sobre a importação ficam suspensos, mas não dispensados definitivamente.
Quando ocorre a nacionalização, os tributos e demais obrigações devem ser tratados conforme a destinação escolhida e as regras vigentes.
Na prática, o importador mantém a mercadoria sob controle aduaneiro até decidir pela retirada parcial ou total, pela nacionalização ou por outra destinação permitida.
A operação exige rastreabilidade, controle documental e acompanhamento das condições estabelecidas para o recinto, para a carga e para o regime.
Principais entidades envolvidas
A compreensão do processo depende da relação entre algumas entidades e conceitos de comércio exterior:
- Importador: empresa responsável pela operação e pelas decisões relacionadas à carga, aos documentos e à destinação aduaneira.
- Mercadoria estrangeira: produto vindo do exterior que ainda não foi nacionalizado no Brasil.
- Recinto alfandegado: local autorizado a receber, armazenar e movimentar cargas sob controle aduaneiro.
- Autoridade aduaneira: órgão competente para fiscalizar e aplicar as regras relacionadas à entrada, à permanência e à destinação das mercadorias.
- Tributos suspensos: obrigações tributárias cujo recolhimento pode ser postergado enquanto a mercadoria permanecer regularmente no regime, sem que isso represente uma isenção automática.
- Desembaraço aduaneiro: procedimento de verificação e liberação da mercadoria para a destinação declarada, conforme a documentação e as exigências aplicáveis.
Etapas gerais da operação
Embora o fluxo possa variar conforme a natureza da carga, o local de armazenamento e as exigências do caso, a operação costuma envolver estas etapas:
- Chegada da carga: a mercadoria é transportada até o país e direcionada ao recinto ou local autorizado, de acordo com os procedimentos aplicáveis.
- Conferência documental: são analisados documentos comerciais, dados do transporte, descrição da mercadoria, classificação fiscal e eventuais licenças ou anuências necessárias.
- Admissão no regime: após a validação dos requisitos, a carga é admitida no entreposto aduaneiro e passa a permanecer sob controle aduaneiro.
- Armazenagem e monitoramento: o importador acompanha a localização, a integridade, os registros e as movimentações autorizadas durante a permanência da mercadoria.
- Retirada parcial ou total: conforme a demanda, pode ser solicitada a retirada de parte ou da totalidade da carga, observando os procedimentos e documentos exigidos.
- Nacionalização ou outra destinação: a mercadoria pode ser nacionalizada, com o tratamento tributário e documental correspondente, ou encaminhada para outra destinação permitida pela legislação.
Diferença entre entreposto aduaneiro e armazenagem comum
A armazenagem comum é uma atividade logística voltada à guarda de produtos, enquanto o entreposto aduaneiro envolve um regime específico de comércio exterior, com mercadoria estrangeira sob controle da autoridade aduaneira e aplicação de regras próprias.
Por isso, não basta haver espaço físico disponível. É necessário que o local, a operação, a documentação e a carga sejam compatíveis com os requisitos do regime.
Essa diferença também afeta a responsabilidade do importador.
No entreposto, o controle de estoque, a identificação da carga, a movimentação autorizada e a coerência das informações declaradas são elementos essenciais para preservar a regularidade da operação.
A possibilidade de postergar a nacionalização pode apoiar o planejamento logístico e financeiro, mas deve ser avaliada em conjunto com custos de armazenagem, movimentação, transporte, documentação e eventuais exigências específicas.
A aplicação do regime depende, portanto, de análise prévia da mercadoria, da operação e da legislação vigente.
Uma descrição incompleta, uma classificação fiscal inadequada ou a falta de uma anuência necessária pode gerar exigências, atrasos e custos adicionais.
A Broker Comex atua com assessoria aduaneira, importação e exportação, oferecendo suporte em análise legislativa, classificação fiscal, desembaraço e gestão de operações de comércio exterior.
Com quase 15 anos de experiência informada no mercado e certificações internacionais IATA e WCA, a empresa pode apoiar importadores na avaliação dos requisitos e no acompanhamento técnico de operações como a importação em entreposto aduaneiro, conforme o caso considerando as características e as exigências específicas de cada caso.
Benefícios financeiros e logísticos do entreposto aduaneiro
O entreposto aduaneiro pode oferecer maior flexibilidade para administrar o fluxo financeiro e logístico de uma importação.
Durante a permanência autorizada da mercadoria estrangeira no regime, os tributos incidentes sobre a nacionalização permanecem suspensos conforme as regras aplicáveis, sem que isso represente dispensa definitiva ou promessa automática de redução de custos.
A empresa deve avaliar o enquadramento, as condições do recinto e as exigências da autoridade aduaneira antes de tomar a decisão.
Postergação do desembolso tributário e planejamento de caixa
A suspensão temporária dos tributos pode permitir que o importador organize o desembolso de acordo com a necessidade de nacionalização da carga.
Em vez de nacionalizar todo o volume imediatamente, a empresa pode analisar a retirada conforme a demanda comercial, a programação de produção ou a disponibilidade de caixa, conforme o caso respeitando os limites e procedimentos do regime.
Esse mecanismo pode ser relevante para operações em que a mercadoria será utilizada ou distribuída gradualmente.
Porém, a postergação do pagamento não deve ser analisada de forma isolada.
É necessário comparar o possível benefício financeiro com as despesas de permanência, movimentação, controle, transporte e demais obrigações operacionais.
O resultado econômico depende do perfil da carga, do giro do estoque e das condições efetivamente aplicáveis à operação.
Flexibilidade na gestão do estoque e da distribuição
No aspecto logístico, o entreposto aduaneiro pode apoiar empresas que precisam manter mercadorias importadas disponíveis antes de definir o destino final de todo o lote.
A armazenagem sob controle aduaneiro pode facilitar a organização de retiradas parciais ou totais, quando permitidas, e ajudar a alinhar a nacionalização ao consumo, à produção ou à distribuição planejada.
Essa flexibilidade pode ser útil para indústrias que importam insumos ou máquinas, empresas com demanda sazonal e operações em que a distribuição ocorre para diferentes unidades ou clientes.
Ainda assim, a estratégia exige controle rigoroso do saldo armazenado, da documentação, das movimentações e das destinações autorizadas.
Estoque parado, baixa previsibilidade de demanda ou falta de planejamento podem reduzir a conveniência do regime.
Custos que devem entrar na análise
Uma avaliação responsável deve considerar o custo total da operação, e não apenas a suspensão temporária dos tributos.
Entre os itens que podem influenciar a decisão estão:
- armazenagem e permanência da carga no recinto autorizado;
- movimentação, conferência e eventuais serviços operacionais;
- documentação, registros e acompanhamento da operação;
- transporte internacional, transporte nacional e possíveis transferências;
- custos relacionados à nacionalização, ao desembaraço e à entrega;
- exigências específicas da mercadoria, inclusive controles ou anuências aplicáveis;
- necessidade de gerenciamento de estoque, rastreabilidade e atualização dos dados da carga.
Também é importante verificar se a infraestrutura do recinto atende ao tipo de mercadoria, ao volume movimentado e à dinâmica de retiradas prevista.
Produtos sujeitos a controle regulatório podem exigir atenção adicional, especialmente quando há participação de órgãos anuentes ou requisitos documentais específicos.
Como avaliar se o regime faz sentido?
A postergação tributária tende a ser mais coerente quando há demanda relativamente previsível, necessidade real de armazenagem, possibilidade de nacionalização gradual e capacidade de controlar os custos de permanência.
Por outro lado, a nacionalização imediata pode ser mais adequada quando a carga será utilizada rapidamente, quando o giro é elevado ou quando os custos logísticos do entreposto superam a vantagem de adiar o desembolso.
Antes de escolher, o importador pode responder a estas perguntas:
- Qual é o prazo esperado para utilização ou distribuição da mercadoria?
- A empresa precisa retirar todo o lote ou pode nacionalizar de forma gradual?
- O giro do estoque compensa os custos de armazenagem e movimentação?
- A demanda é previsível o suficiente para evitar permanência prolongada?
- Existem licenças, anuências ou controles que possam afetar a retirada?
- Quem será responsável pelo acompanhamento documental, fiscal e operacional?
- O recinto escolhido possui condições compatíveis com a carga e com o fluxo planejado?
A resposta deve considerar fluxo de caixa, custo logístico, risco operacional e conformidade aduaneira em conjunto.
Não existe uma alternativa universalmente mais vantajosa. A decisão depende da operação concreta e dos requisitos legais vigentes.
Apoio especializado no planejamento da operação
A Broker Comex atua com assessoria e consultoria aduaneira, gestão de fretes nacionais e internacionais e operação porta a porta, competências que podem contribuir para uma análise integrada do fluxo desde a origem até a entrega.
A empresa informa quase 15 anos de experiência no comércio exterior e possui certificações IATA e WCA, além do prêmio Quality.
Uma avaliação especializada pode ajudar o importador a comparar a permanência em entreposto com a nacionalização imediata, considerando documentação, custos logísticos, controle de estoque e destinação da mercadoria, sem substituir a validação dos requisitos aplicáveis a cada operação.
Processo, documentos e cuidados de conformidade
Uma operação em entreposto aduaneiro exige planejamento documental desde antes da chegada da carga.
A empresa deve confirmar se a mercadoria, o recinto alfandegado e a operação atendem aos requisitos aplicáveis, além de definir quem será responsável por cada etapa.
O objetivo é manter coerência entre a documentação comercial, os dados físicos da carga e os registros realizados nos sistemas oficiais de comércio exterior.
Lista de conferência de preparação
Antes de solicitar a admissão da mercadoria, recomenda-se revisar:
- Classificação fiscal: validar a NCM considerando as características efetivas do produto, sua composição, finalidade e demais elementos técnicos pertinentes.
- Descrição da mercadoria: utilizar uma descrição completa e consistente, evitando termos genéricos que dificultem a identificação ou a análise pelas autoridades.
- Documentos comerciais: conferir fatura comercial, packing list, conhecimento de carga e outros documentos exigidos para a operação.
- Licenças e anuências: identificar previamente se a mercadoria depende de autorização, licença ou manifestação de órgãos reguladores.
- Requisitos do recinto: confirmar as condições documentais e operacionais do local autorizado, incluindo procedimentos para recebimento, armazenagem, movimentação e retirada.
- Dados da operação: verificar a compatibilidade entre importador, fornecedor, quantidade, unidade de medida, peso, volumes, valores e demais informações declaradas.
Esse lista de conferência é educacional e deve ser ajustado ao tipo de carga, à modalidade da operação e à regulamentação vigente.
Produtos destinados à saúde, itens sujeitos à fiscalização da ANVISA, máquinas, insumos industriais e mercadorias com controles específicos podem exigir verificações adicionais.
Coerência documental e registros oficiais
A consistência das informações é um dos principais pontos de controle.
Divergências entre fatura, packing list, conhecimento de transporte, registros eletrônicos e mercadoria efetivamente recebida podem gerar exigências, necessidade de correção, custos adicionais ou atraso na destinação da carga.
A conferência deve abranger tanto os documentos quanto os sistemas oficiais utilizados na operação de comércio exterior.
Alterações em classificação fiscal, quantidades, descrição, valores ou identificação da carga não devem ser tratadas informalmente. Precisam ser analisadas quanto aos efeitos aduaneiros, fiscais e regulatórios.
Também é importante preservar versões dos documentos, evidências de validação e registros das decisões tomadas durante o processo.
Cuidados com classificação fiscal e anuências
A classificação fiscal influencia a identificação da mercadoria, o tratamento tributário e a eventual necessidade de anuência.
Por isso, não deve ser definida apenas com base em descrições comerciais, classificações utilizadas em operações anteriores ou informações genéricas do fornecedor.
A análise precisa considerar a natureza do produto e os elementos técnicos disponíveis.
Quando houver participação de órgãos reguladores, a empresa deve verificar previamente quais documentos, licenças, autorizações ou condições de controle são aplicáveis.
A ausência de uma anuência necessária ou a apresentação de dados incompatíveis pode interromper o fluxo da operação e exigir providências antes da liberação ou da destinação pretendida.
Principais riscos de conformidade
Entre os riscos que merecem monitoramento estão:
- divergências entre documentos e carga física;
- classificação fiscal inadequada ou sem fundamentação suficiente;
- licenças ou anuências não identificadas no planejamento inicial;
- registros incompletos ou inconsistentes nos sistemas oficiais;
- perda de controle sobre saldo, volumes, localização e movimentações;
- custos adicionais relacionados a armazenagem, movimentação, correções ou exigências;
- atrasos na decisão de nacionalização ou em outra destinação permitida;
- dificuldade de demonstrar responsabilidades e histórico das decisões em uma auditoria.
O controle de prazos e obrigações deve ser realizado conforme a legislação e as regras aplicáveis ao regime e ao recinto.
Como essas condições podem variar, a empresa não deve basear sua decisão em prazos presumidos ou em procedimentos de outra operação sem validação específica.
Fluxo prático de acompanhamento
Um fluxo de controle pode ser organizado em cinco momentos:
- Análise prévia: identificar a natureza da carga, a classificação fiscal provável, os documentos disponíveis, as anuências e os requisitos do recinto.
- Admissão: conferir se os dados apresentados são compatíveis com a carga e acompanhar os registros necessários para a entrada no regime.
- Monitoramento da armazenagem: controlar localização, quantidade, integridade documental, movimentações autorizadas e responsáveis por cada atualização.
- Decisão de destinação: avaliar a nacionalização, a retirada parcial ou total ou outra alternativa permitida, considerando demanda, documentação, custos e requisitos legais.
- Desembaraço e encerramento: revisar os documentos da destinação escolhida, acompanhar o desembaraço aduaneiro e arquivar os registros que comprovem a regularidade do processo.
Perguntas para auditoria interna
Para identificar lacunas antes que elas gerem problemas, a empresa pode perguntar:
- Quem é o responsável por validar a classificação fiscal e com base em quais informações?
- Quem acompanha mudanças na legislação e atualiza os procedimentos internos?
- Os documentos comerciais, os registros oficiais e a carga física apresentam os mesmos dados essenciais?
- Existe controle atualizado de estoque, volumes, saldo e movimentações no recinto?
- É possível rastrear quem autorizou cada decisão e quando ela foi tomada?
- As licenças e anuências foram verificadas para a mercadoria específica?
- O processo prevê revisão antes da nacionalização ou de outra destinação?
- Os documentos e pareceres utilizados na análise estão organizados para eventual fiscalização?
A Broker Comex informa oferecer análise da legislação aduaneira, classificação fiscal, elaboração de pareceres técnicos por especialistas credenciados, protocolização e acompanhamento de processos junto aos órgãos competentes.
A empresa também atua com assessoria em importação e exportação e gestão de desembaraço aduaneiro.
Para operações que envolvam requisitos regulatórios ou documentação complexa, a avaliação especializada pode ajudar a estruturar responsabilidades, validar exigências aplicáveis e acompanhar o processo com maior controle.
A Broker Comex reúne quase 15 anos de experiência informada no comércio exterior e possui certificações IATA e WCA, conforme os dados apresentados sobre a empresa.
Quando utilizar o regime e como escolher uma assessoria aduaneira?
A importação em entreposto aduaneiro pode fazer sentido quando a empresa precisa administrar mercadorias estrangeiras sob controle aduaneiro e deseja organizar a nacionalização de acordo com a demanda, o fluxo de caixa e a estratégia logística.
O regime não deve ser escolhido apenas pela possibilidade de postergar o pagamento de tributos. É necessário avaliar o perfil da carga, os requisitos legais, os custos do recinto e a capacidade interna de acompanhar cada etapa.
Critérios para decidir se o regime é adequado
Antes de optar pelo entreposto aduaneiro, o importador deve analisar:
- Perfil da carga: tipo de mercadoria, classificação fiscal, necessidade de licenças, anuências e controles específicos.
- Previsibilidade da demanda: regularidade dos pedidos, sazonalidade do consumo e possibilidade de retirar a mercadoria de forma parcial ou conforme o planejamento permitido.
- Necessidade de armazenagem: volume, características físicas da carga, condições de conservação e capacidade do recinto autorizado.
- Fluxo de caixa: possibilidade de organizar o desembolso tributário conforme a nacionalização, conforme o caso observando as regras aplicáveis ao regime.
- Custos logísticos: armazenagem, movimentação, transporte, documentação, eventuais inspeções e demais despesas operacionais.
- Complexidade regulatória: participação de órgãos anuentes, exigências técnicas, controles sanitários ou ambientais e necessidade de acompanhamento especializado.
A decisão deve considerar o custo total e o nível de controle exigido, e não somente a suspensão temporária de tributos.
Uma postergação pode ser útil quando existe demanda gradual e planejamento de estoque, mas pode perder atratividade se a mercadoria tiver baixo giro, permanecer por período prolongado no recinto ou exigir operações adicionais de movimentação e conformidade.
Situações em que o entreposto pode ser considerado
Indústrias que importam insumos, componentes ou máquinas podem avaliar o regime quando precisam alinhar a entrada física da carga ao cronograma de produção, à disponibilidade de caixa ou à demanda dos clientes.
A análise também pode ser pertinente para empresas com estoques sazonais, que recebem mercadorias antes do período de maior consumo e precisam estruturar a nacionalização de maneira planejada.
Outro cenário envolve operações em que a empresa ainda precisa definir a destinação comercial de parte da carga ou organizar diferentes etapas logísticas.
Nesses casos, o entreposto pode oferecer flexibilidade operacional, desde que a permanência, a retirada e a documentação estejam de acordo com a legislação e com as condições do recinto.
A aplicação não é automática.
Mercadorias sujeitas a controle de órgãos reguladores, requisitos de licenciamento ou condições específicas de armazenagem demandam validação prévia.
A empresa também deve confirmar se o recinto, a operação e a documentação atendem aos requisitos vigentes.
Perguntas frequentes
Quais cuidados são importantes em importação em entreposto aduaneiro?
A possibilidade de utilização depende do enquadramento da operação, da mercadoria, do local autorizado e do cumprimento dos requisitos previstos na legislação aduaneira.
O importador deve verificar as condições aplicáveis ao seu caso antes da chegada da carga.
Quais tributos podem ter o pagamento suspenso?
O regime pode suspender o pagamento de tributos incidentes na importação durante a permanência autorizada, conforme a legislação, a modalidade adotada e as características da operação.
A extensão da suspensão não deve ser presumida. Precisa ser validada para a mercadoria e o procedimento específicos.
Como ocorre a nacionalização?
A nacionalização ocorre quando o importador decide destinar a mercadoria ao mercado interno e realiza os procedimentos de despacho, pagamento ou constituição dos tributos aplicáveis e demais exigências previstas.
A retirada pode ser total ou parcial quando essa possibilidade estiver prevista e operacionalmente autorizada.
Quais custos precisam ser avaliados?
Devem ser considerados os custos de armazenagem, movimentação, transporte nacional e internacional, documentação, conferência, licenças, eventuais exigências operacionais e o trabalho de acompanhamento da operação.
A análise deve comparar esses custos com o benefício financeiro e logístico esperado, sem presumir economia.
Quando consultar uma assessoria especializada?
A consulta é recomendável antes da contratação do frete ou da chegada da carga, especialmente quando há classificação fiscal sensível, anuências, produtos regulados, múltiplos documentos, necessidade de nacionalização gradual ou dúvidas sobre a destinação aduaneira.
O apoio técnico também pode ajudar a identificar responsabilidades, pontos de controle e riscos de descumprimento.
O que considerar sobre entreposto aduaneiro, nacionalização imediata e outros regimes?
Na nacionalização imediata, a empresa direciona a carga para o despacho de importação e para o cumprimento das obrigações correspondentes logo após a chegada, conforme o procedimento aplicável.
Essa alternativa pode ser mais direta quando a demanda é previsível, a mercadoria será utilizada ou comercializada rapidamente e não há necessidade de manter o estoque sob controle aduaneiro.
No entreposto aduaneiro, a mercadoria permanece em local autorizado sob controle aduaneiro, com pagamento de tributos suspenso nos termos do regime.
A alternativa pode favorecer o planejamento de estoque e a retirada conforme a necessidade, mas envolve controle de permanência, armazenagem, documentação e destinação.
Outros regimes aduaneiros, como admissão temporária, drawback ou exportação temporária, possuem finalidades e requisitos próprios.
A escolha depende do objetivo da operação. Armazenar mercadoria estrangeira, utilizar bens por período determinado, apoiar a industrialização para exportação ou atender outra hipótese prevista na legislação.
Não existe uma opção universalmente melhor; a decisão deve partir do fluxo físico e financeiro da empresa.
O que considerar sobre lista de conferência para comparar alternativas?
Antes de tomar a decisão, o importador pode verificar:
- Qual é a finalidade da mercadoria e qual será sua destinação?
- A classificação fiscal foi analisada com base na descrição técnica e nos documentos comerciais?
- Existem licenças, anuências ou controles de órgãos reguladores?
- A demanda é imediata, gradual ou sazonal?
- O fluxo de caixa justifica avaliar a postergação do desembolso tributário?
- Os custos do recinto e da movimentação foram incluídos na análise?
- Quem será responsável pela documentação, pelos registros e pelo acompanhamento?
- Como será controlado o estoque, a rastreabilidade e a retirada da mercadoria?
- Quais são os eventos que exigem revisão da estratégia de nacionalização?
- As regras vigentes e as condições do recinto foram confirmadas antes da operação?
A resposta a essas perguntas ajuda a comparar o entreposto com a nacionalização imediata e com outros regimes, mas não substitui a validação da legislação aplicável ao caso concreto.
Como escolher uma assessoria aduaneira?
Uma assessoria adequada deve demonstrar capacidade para analisar a legislação, revisar documentos, apoiar a classificação fiscal, identificar anuências e acompanhar a operação junto aos órgãos competentes.
Também é importante avaliar se o atendimento contempla o fluxo completo, desde o planejamento e a chegada da carga até a armazenagem, a definição da destinação e o desembaraço aduaneiro.
A Broker Comex atua com assessoria e consultoria aduaneira, importação e exportação, gestão de fretes nacionais e internacionais e operação porta a porta.
A empresa informa quase 15 anos de experiência no mercado, certificações IATA e WCA e reconhecimento pelo prêmio Quality.
Sua atuação atende empresas de diferentes setores, incluindo indústrias que importam insumos e máquinas e operações com produtos sujeitos a controles específicos.
Para avaliar se a importação em entreposto aduaneiro é compatível com a operação, a empresa pode solicitar uma avaliação à Broker Comex e apresentar informações sobre a carga, a classificação fiscal, a demanda, o recinto pretendido, os documentos disponíveis e a estratégia de nacionalização.
Com essa análise, torna-se mais fácil identificar requisitos, custos operacionais, riscos e pontos que precisam de validação antes da decisão.
Para saber mais sobre Importação em entreposto aduaneiro
Ligue para (11) 2935-0469 ou clique aqui e entre em contato por e-mail.
Entre em contato agora mesmo!
Clique no botão e entre em contato para tirar dúvidas ou solicitar um orçamento.
Solicitar contatoPrincipais regiões de atendimento:
- Atendimento realizado em todo o estado de Acre.
- Atendimento realizado em todo o estado de Alagoas.
- Atendimento realizado em todo o estado de Amapá.
- Atendimento realizado em todo o estado de Amazonas.
- Atendimento realizado em todo o estado de Bahia.
- Atendimento realizado em todo o estado de Ceará.
- Atendimento realizado em todo o estado de Distrito Federal.
- Atendimento realizado em todo o estado de Espírito Santo.
- Atendimento realizado em todo o estado de Goiás.
- Atendimento realizado em todo o estado de Maranhão.
- Atendimento realizado em todo o estado de Mato Grosso.
- Atendimento realizado em todo o estado de Mato Grosso do Sul.
- Atendimento realizado em todo o estado de Minas Gerais.
- Atendimento realizado em todo o estado de Pará.
- Atendimento realizado em todo o estado de Paraíba.
- Atendimento realizado em todo o estado de Paraná.
- Atendimento realizado em todo o estado de Pernambuco.
- Atendimento realizado em todo o estado de Piauí.
- Atendimento realizado em todo o estado de Rio de Janeiro.
- Atendimento realizado em todo o estado de Rio Grande do Norte.
- Atendimento realizado em todo o estado de Rio Grande do Sul.
- Atendimento realizado em todo o estado de Rondônia.
- Atendimento realizado em todo o estado de Roraima.
- Atendimento realizado em todo o estado de Santa Catarina.
- Atendimento realizado em todo o estado de São Paulo.
- Atendimento realizado em todo o estado de Sergipe.
- Atendimento realizado em todo o estado de Tocantins.